XOQUITU
(guitarra): A história da banda começou de forma despretensiosa
na escola. A Luara (vocal) é minha irmã e eu conheci
o Barata (baixo) na escola e um amigo nos apresentou
ao Murissoca (bateria). Marcamos um ensaio e aí a
gente sentiu que rolava uma química legal. Por fim o Tom
(vocal), que vivia azarando os nossos ensaios e era viciado
em RATM, passou a dividir os vocais com a Luara.
2)
Quais as influências musicais?
LUARA
(vocal): São tantas. Vão desde MC5, Grand Funk, RATM, Led
Zeppelin, Black Sabbath, Sepultura, Chico Science &
Nação Zumbi, N.W.A, Beastie Boys, Fugees, Racionais e Thaíde
& Dj Hum à Che Guevara, Zapata, Sandino, Zumbi dos Palmares,
Lampião e Antonio Conselheiro.
3)
O que vocês acham da internet para divulgar o trabalho?
XOQUITU
(guitarra): A internet é um importante veículo de divulgação,
tanto pela velocidade da informação quanto pelo alcance.
O maior problema talvez seja pelo fato de que, ainda, nem
todas as pessoas têm acesso ao computador.
4)
Qual o novo trabalho?
LUARA
(vocal): A gente lançou no ano passado um cd "maxi
single" com 04 músicas e agora estamos trabalhando
num disco independente contendo umas 12 faixas, novamente
com a produção de Philippe Seabra e pretendemos estar lançando
no início do ano que vem.
5)
O que acham da pirataria?
XOQUITU
(guitarra): Entendemos que, ao mesmo tempo que a pirataria
interfere no mercado fonográfico atrapalhando a receita
das grandes gravadoras, tem servido como uma forma de divulgação
alternativa para uma série de artistas que têm apelo popular
e são preteridos pela grande mídia. A grande maioria dos
artistas sobrevivem exclusivamente de venda de shows e não
de discos. Outro dado que observamos é que a pirataria tem
facilitado o acesso do público de baixa renda ao trabalho
de artistas que têm seus trabalhos lançados pelas grandes
gravadoras a um preço irreal para o poder aquisitivo da
grande maioria da população brasileira.